É sonanbula a minha saudade,
Ambição de beijos mordidos de coragem
Sol ambíguo rodando sob uma miragem
no deserto destas margens de não ser.
Vi-te despido de ausência
Respirando e murmurando gritos brancos
Entre os teus olhos manchados de castanho.
Roças a tua barba de desordem democrática
No meu pescoço fugidio
Bem como teus olhos dos meus.
Munido de armas numa batalha sem guerreiros
A tua guerra leva a bandeira da felicidade
Içada para ninguém.
É sonambulo o meu amor
Do qual me afasto correndo estática
Sem questionar o tremer das minhas mãos
Que seguram as tuas que me guiam para lado nenhum.
Faço autópsias aos meus sentimentos,
Vivo da morte do meu caos
Que reparte desenhos de rectas circulares,
Onde numa corda bamba me seguro sem cair.
O impossível é o nada
Subo a escada saltando degraus
Chego ao topo sem saber quem sou
E em baixo, desfragmentada
A felicidade grita-me vitória.
Assim quero ser.
Ouvir cantar o que nunca serei
Por ti tudo...rio-me...o nada é a moral que nunca quero seguir...
Persephone
Junho 2007
:/
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