Passo, não paro, não olho e reflicto...
Quem te pôs assim de olhos brilhantes
Em dias longos de risos ofegantes...
Invejo-te a certeza e o caminho de não-ser,
A alegria contra-amor de um anseio por viver.
Não pares, segue a sul,
Seduz todos os mares, ventos e lugares
À altivez dessa força meritória em alguém.
Alguém, não tu...ou tu como alguém.
Assim não dói, assim não cansa seres tu, feliz ou infeliz mas sempre com a certeza...
Não é egoísmo essa arrogância com travo insano a jasmim;
Não uses a subtileza,
Grita fogo,
Mas sê tu mesmo até ao fim.
Persephone
Julho 2010
Dedicado ao Marco, por ocasião do seu aniversário. :)