Pesquisar neste blogue

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Joana, como pude eu culpar-te pela minha inocência há três anos atrás, como pude camuflar o meu desespero e não aceitar que não podemos ser perfeitos. Tu e tantas outras pessoas que deixaram e vão deixando partes de si em mim, me vão fazendo existir e me fazem questionar, viver numa espécie de e eu para não ser. Para não ser o que não quero, para não ser o que não posso, para não ser um outro alguém. Soa mal… mas tu sabes que gosto de fazer neologismos na vida, se assim não fosse, nunca seria eu. Como se fosse uma versão feminina de Mersault, tudo o que faço tem um quê de absurdo, sobrepõe-se sempre a uma questão. POSSO? Sabes que sempre me tentei exceder, e tu nunca me criticaste. Ambas sabíamos que o limite da coerência dos outros nunca foi o meu… Muito nos rimos, sabíamos que aqueles segredos eram nossos, ou arcaria com a consequência dos meus actos. Gostava que estivesses perto de mim… sei que odeias a minha arrogância, mas sei também que deixaste o melhor de ti em mim. Estranha a coincidência, porque fui novamente questionada acerca dos meus limites. Não sei se o silêncio que fiz para ti naquela altura foi porque achava que sabias a resposta, ou porque eu não a sabia. E sabes porque sou feliz agora? É porque finalmente percebi que não os tenho, e que se os tiver nunca poderei ser eu, assim, como tu me conheceste. Eu nunca fui superior, mas o facto de saber que cada momento em que eu decido o que é melhor para mim independentemente de alguém achar o contrário, faz de mim alguém que vou sempre querer ser… hoje quero dizer-te, que por pior que tenho feito, nunca me vou arrepender. Não, não vou crer que o que é certo ou errado no emocional/racional humano foi quase ditado por convenção universal, a teoria de Fiske que eu “destruí” aos gritos numa aula de Semiologia (lembras-te?xD), porque para mim os sentimentos não são conceitos e tudo, tudo nesta vida é efémero, mesmo as nossas verdades de agora. Hoje eu sei e faço questão que a minha visão do certo ou errado seja mesmo minha, numa furiosa possessão, porque só eu e mais ninguém sabe o que me faz feliz, o que me extasia, o que me alucina, o que me faz querer chegar mais longe. Queria dizer-te que me recordo do dia de ontem há três anos como se fosse hoje. Queria dizer-te o que não pude por ter talvez limites, queria dizer-te o que o meu orgulho não me deixou: Obrigada por teres sido incansável. Hoje, Joana, eu POSSO tudo.

4 comentários:

Joana/Maçã/Luz_Estelar disse...

:) respondi-te aqui: http://persephone-thoughts.blogspot.com/2010_06_01_archive.html

beijos.

Joana/maçã/Luz-Estelar disse...

oh enganei-me lol

http://nopaisdasmacieiras.wordpress.com/2010/06/30/de-amicitia/

isto.

Diogo disse...

Nunca precisaste de limites, sempre foste livre e senhora de ti, responsável e com um coração gigante. é bom saber que houve uma Joana na tua vida que soube cuidar de ti.

Beijos princesa

Joana disse...

Diogo, pela parte que me toca, obrigada.