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quinta-feira, 29 de abril de 2010

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Escolhas. Inspiro e interiorizo esta palavra. Penso. Olho em volta e vejo rostos fechados, risos, conversas animadas, olhares perdidos e pensativos, expressões sonolentas. testas franzidas, e repenso que tudo é consequente à escolha. TODOS nós somos escolhas e não há nada mais imperativo na nossa vida. Não vivemos, ESCOLHEMOS viver. ESCOLHEMOS a forma, o sabor, o feitio...estou apaixonada por ti... Não foi o acaso, foi uma ESCOLHA. Irónico como a nossa felicidade é tão dependente de escolhas e mesmo assim nunca acertamos nelas. ESCOLHAS. ESCOLHAS. ESCOLHAS. Podia deixar de fazer sentido, como quando somos crianças e repetimos aquela palavra até ela perder a sua personalidade. (risos) Somos Homens porque escolhemos. Se tudo é efémero, qual a razão porque temos que escolher a cada passo que damos? ESCOLHER, não optar. Diferente? Igual? Oh, como a carga de responsabilidade aumenta até na escolha da palavra. Matar-me seria matar o mundo. Oh, como até o futuro consegue depender de uma só escolha. Não de uma decisão, mas de uma ESCOLHA. O silêncio não é um estado, é uma ESCOLHA. E da mesma forma que estes rostos à minha volta se transfiguram, toda eu me apercebo que dentro deles flutuam escolhas boas ou más que condicionam o meu presente, este instante. Escrever foi uma escolha...ou afinal uma consequência. Quantas voltas daria para modificar consequências...ou seriam ESCOLHAS?...

Persephone

(Foto por O.B @ Petite France - Estrasbourg. Texto em Março 2010, Viagem entre Porto - Aveiro, interrompido por minha escolha.)