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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Aqui cheguei em passos errantes
Por ruas de valsas longas que dancei rindo passiva de corpo lento.
Levaste-me, Troquei de par
Veloz, esperando e perdendo a raridade da calma que sobrou das quedas sobre o tempo não claro.
Eu sei, assim seria, assim conseguiria
E juntos agora, de novo pedimos paz,
Aquela que eu quis nos meus olhos água turva que a vida me recusou,
Falando à loucura e fazendo horas à minha ambição.
Agora danço com alma,
Defronte aos meus espelhos vejo a cura da minha erudição genuína.
Não nego esta felicidade,
Não é uma utopia, és TU,
És tu a valsa que vou dançar eternamente
Em batimentos certos, de vestidos longos e corpo esguio
Como sempre sonhei clandestinamente.

Persephone

1 comentário:

Henrik disse...

Só agora é que vi teu comentário...por acaso foi o teu irmão que me deu a conhecer Camus quando passei férias em Avelãs, certo dia deu-me o estrangeiro para ler e nessa noite não dormi sem conseguir acabar. Chegámos a ter imensas conversas os dois acerca desse livro, infelizmente perdeu-se isso...uma das pessoas com quem mais adorei conversar e uma das primeiras pessoas com gostos literários extremamente parecidos com os meus. Também houve algo caricato com o "A morte de Ivan Ilich" e a tua mãe porque houve duas ou três vezes em que ela comentou o facto de eu ler bastante esse livro. Depois foi toda aquela aventura, e por fim ofereceste-me o Estrangeiro (eternamente grato. ^^) possivelmente o seu melhor romance. Devo-te mais do que pensas, pois daí saltei para outros mundos e hoje, humildemente, tento aprender melhor e sobretudo melhorar, eis o meu objectivo, ser um melhor ser humano a cada dia que for presenteado com a vida. Obrigado. Beijo. ;-)
P.s. E com isto já lá vão uns valentes anos, e sinto-me feliz, apesar de tudo, por ter tido estas experiências.