Nas minhas costas direitas, caminhos sinuosos em tons de ouro
Guiam as tuas mãos até aqui.
Aqui poderia ser eu ou o quente-lume
Do meu cabelo loiro que afasto dos olhos para te ver.
Respira. A arte da tua presença
Molha-se de saliva misturada com prudência,
Quando me pedes silêncio ao te saber longe e ausente
Das tuas muralhas que aprendi a derrubar.
Bebo-te o olhar, sublevo os sentidos só porque,
Em permanência na tua posse,
Se anula a minha razão… meu mar, minha nudez.
Retorno eterna aos teus braços.
E porque te amo, meu amor,
Da minha desdita fiz altivez.
Persephone