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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Sobre a mesa, minha folha de papel
Vazia e amarga,
Sem ti, molhada de mel
Relembro todas as histórias
Em que fui rainha do teu viver,
Do teu mal amado e consumado morrer.
Senti, sentia-te em mim
Durante a unificação de nós
Morri, morria-te assim
E sei a mágoa de cor...
Volta meu amor,
Deixa-me sorrir-te e não dar,
Deixa-me partir e chegar
Tantas vezes ao nosso leito
Ao nosso amor, ao nosso amar...
Foste-te. Oh, como dói,
Faz-te em mim lembrança
Esquece-te.
E ao meu amor senil
Canta-o e destroí.


Persephone

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