Pesquisar neste blogue

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Reprimo forças neutras que inspiro ao chegar
Da longa viagem que faço sem partir.
E, absorta em todos os pensamentos
Que me fazem desistir,
Fico inerte em abraços intermináveis
E lamento o tempo que passa longe da minha estrada.

Paredes meias, de costas voltadas,
Insiro Nela todas as formas seculares e involuntárias
De sorrisos e entraves
À lúgrebe forma de viver.
Despeço-me de veludos dourados,
Das palavras dissonantes; do corpo embotado,
E chamo-me a mim.
Talvez.
Embono o meu navio de guerra funesto e traço novas rotas
Meu porto me espera, algures entre a vitória e a derrota.

Persephone

1 comentário:

Anónimo disse...

Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.

Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma dêmos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia-a-dia.

Chegamos? Não chegamos?
- Partimos. Vamos. Somos.



Sebastião da Gama, 1953
ana calado