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quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Encontra-me como música altiva
Essa tua voz manchada de ordem e força
Que roça em mim embalando-me,
Tal como esse movimento viciante
Que transforma os traços da tua pele
Em sorrisos vagos, deliciosamente delicados
Como ouro no céu.
E eu descanso no erro, turvo erro de estado contra-amor;
Devia ter-me sido permitido amar-te desde o dia em que nasci,
Mas se algum dia morri, tudo é teu,
Despida de medos, sem fraquezas.
Grito o fogo árduo que queima bem lento
Sempre que o teu cheiro me alucina e o corpo fraqueja ao desejo das tuas mãos.
Rio-me, rio-me nos meus segredos que tu nunca vais descobrir
Sim, aqueles que tu conheceste no meu olhar
Que permanecem na ilusão de meus serem...
TENS-ME!
Meritório na tua altivez, rendo-me à tua presença
Não sou minha de encontros em existência
Mas desarma-me que o sempre será a nossa sentença.

Persephone

2 comentários:

Henrik disse...

Lindíssimo!

Anónimo disse...

subkime a linha de pensamento. adorei-levamos mais longue confunde se com uma historia de vida, simplesmente tu