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quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Encontra-me como música altiva
Essa tua voz manchada de ordem e força
Que roça em mim embalando-me,
Tal como esse movimento viciante
Que transforma os traços da tua pele
Em sorrisos vagos, deliciosamente delicados
Como ouro no céu.
E eu descanso no erro, turvo erro de estado contra-amor;
Devia ter-me sido permitido amar-te desde o dia em que nasci,
Mas se algum dia morri, tudo é teu,
Despida de medos, sem fraquezas.
Grito o fogo árduo que queima bem lento
Sempre que o teu cheiro me alucina e o corpo fraqueja ao desejo das tuas mãos.
Rio-me, rio-me nos meus segredos que tu nunca vais descobrir
Sim, aqueles que tu conheceste no meu olhar
Que permanecem na ilusão de meus serem...
TENS-ME!
Meritório na tua altivez, rendo-me à tua presença
Não sou minha de encontros em existência
Mas desarma-me que o sempre será a nossa sentença.

Persephone

Não sofre,
Guia-se pelas reticências intermitentes que a luz ao caminho abandona.
São mais mágoas que sonhos esbatidos de desespero quando o sono o corpo derrota.
Se a alma enfim se alimenta, rápido desfalece às constantes batalhas que trava com a sorte.
Doce missivo, tuas palavras encerram em mim a angústia de te ver partir,
E com meu doentio e perdido amor,
Acordo a noite com gritos de morte.
Oh saudade, não te sustentei em vão,
Mas em vão te deixei gozar no teu limbo, o triunfo da tua essência...
Mas tu...se te chamar ou agarrar a mão,
Dois corpos não chegam para rasgar as imundas palavras da boca dos rebeldes humanos
Que atingem a nossa perfeição.
Tão insignificante e tão doloroso, tão dócil e infiel,
Existimos num olhar,
Exaltamos o nosso poder com glória,
O amor em nós foi fatal...
Abra-se o chão, fomos derrotados.
Ajoelhai-vos Senhores,
Vosso destino foi traçado pela infelicidade imortal....


Persephone