Superei-me, menti e encontrei-me.
Escondi-te de mim mas não sei por vagos lugares,
Se de ti nada de tudo se faz em nós.
Sentada inquieto-me só,
A tua presença traz saudade de mim para ti, sem retorno nas mágoas,
E enfim, aqui.
Oh, mostra-me de novo aquele teu jeito feliz de dizeres que nada se perde,
E que o sangue corre nas veias seduzindo a vida a parar sempre que te ris.
Não te perdeste no tempo,
Não te perdi no meu caminho,
E isso é mais forte que o fogo cruzado em olhares que evitamos.
Penso-te, devoro-te de memórias e dou-me,
Sem o beijo...
Porque mais do que ele,
São os segredos que te conto sempre que te entrego a minha alma.
Persephone
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