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sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Discurso de Psyche


Senhores, Senhores, ajoelhai-vos, deixai passar sobre vossos corpos Eros, deus do amor.
Vossa sede nunca será saciada, nenhum de vós será digno do verdadeiro amor.
Como ousais achar-vos dignos de amar, se nem a vós mesmos entregais vossas vidas, tão imundas e cobertas de rancor?
De que vos interessais vós? Somente de dois corpos entregues a um futuro vazio, sem glória nem pudor...
Fugi, fugi de minha cólera, sou eu quem detem vossas almas em minha posse. Só sabereis o que é o amor, quando de vosso coração, que não vos pertence, jorrar o sangue que Zeus vos concedeu...negro da futilidade que vos move...
Se sofrerdes mais do que quando uma lança vos traça o peito, talvez, no alto dos céus, bem longe no Olimpo, Eros poderoso vos dote do tão simples amor...
Só sereis dignos de levantar a cabeça a Eros quando morreres em vós mesmos...pelas lágrimas de outrem.


(Discurso sobre Eros, deus do amor, e único amor de Psyche, deusa da alma)


Persephone

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Superei-me, menti e encontrei-me.
Escondi-te de mim mas não sei por vagos lugares,
Se de ti nada de tudo se faz em nós.
Sentada inquieto-me só,
A tua presença traz saudade de mim para ti, sem retorno nas mágoas,
E enfim, aqui.
Oh, mostra-me de novo aquele teu jeito feliz de dizeres que nada se perde,
E que o sangue corre nas veias seduzindo a vida a parar sempre que te ris.
Não te perdeste no tempo,
Não te perdi no meu caminho,
E isso é mais forte que o fogo cruzado em olhares que evitamos.
Penso-te, devoro-te de memórias e dou-me,
Sem o beijo...
Porque mais do que ele,
São os segredos que te conto sempre que te entrego a minha alma.

Persephone

terça-feira, 5 de agosto de 2008

O sangue perde-se no silêncio do meu corpo sempre que estas perto de mim...
Em cada olhar cego a tua presença permanece. Mesmo que corra sem direcção, em cada caminho cruzado tu estás à minha espera...
Porque me fazes rir...
Porque me ouves...
Porque me prendes...
Porque não posso fugir...não posso evitar...
Sempre tu, sem nunca deixar de fazer sentido.
Palavras não chegam, perdem-se. Faz de mim tua, sem nunca pedir.