No estreito claustro que rodeia a tua adversa penitência,
Teu vulto, que nunca aviltante foi,
Surge na luz da madrugada, despertando a ébria paixão
Que guardo em baús forrados de nefastos amores descontrolados,
Sob meus olhos adormecidos
Em noites de fria decepção.
Olha-me, dança com esse olhar que me desarma
E me despe da ecunémica vergonha que é já não saber amar
E, de mãos quentes imersas na minha pele
E histórias de reinados
Conquistas de além-mar,
Grita fogo, pede mais
Que só de amor te hei-de matar.
Persephone
Sem comentários:
Enviar um comentário