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sexta-feira, 25 de julho de 2008

Estão cruzadas as palavras no teu livro de marchas falantes.
Vives nessa ânsia de vértices simples,
Ampliados por emoções desse cigarro que fumas
E desse riso que encerra em ti toda a humanidade de um alguém.
Bates a cinza devagar e olhas-me.
Meus olhos, sob a ilusão de gozo que os teus me dão,
Fervilham um número atroante de emoções
E suplicam-te vaga mas poderosamente
Que me cures de mim.
Embalo-me quieta em movimentos que não consigo parar,
Resmungo e canso-me.
Acendes outro cigarro e levantas o rosto,
Num movimento tão em ti comum e estupidamente belo.
És tu assim...
O requinte do silêncio por nós disperso é quase transcendente,
Como sem querer, dentro de mim,
Vedado em pedaços mágicos,
É o desejo de beber esse teu riso.



Para alguém que sem querer me leva o pensamento a toda a hora...


Persephone

1 comentário:

Henrik disse...

Quão belo é poder beber assim :D
Beijos.