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terça-feira, 29 de julho de 2008

Estações são teus sorrisos,
Demoras ideias nas arcadas
Somas às palavras mil juízos
De ferozes e assombradas
Vis, senis e abandonadas,
Teu rosto marcado, Teu rosto dourado
De nenhum feliz sol...
Estações, efémeras estações
Mas tu não, tu não mentes no olhar,
Baço e solto olhar
Transparente em não ser
E dizes, cantas sem querer
Lúcida e atroz
A primazia do som da tua voz.
Estações, são quatro, como os teus sorrisos
Túmulos nunca serão,
De quem nunca os pilhou em desamor
E aclamado,
Teu corpo repousa
Na superfície do seu criador.


Persephone

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