Abanas-me, ofegante de gritar por guerra.
Estou cansada… deixa que se note a demência da minha alma…
É uma tarefa ingrata e feliz num contraste certeiro,
Ris traído pela tua inocência,
Choras contemplado pela tua decadência…
E assim te vou amando.
Presa ao chão imundo das tuas palavras,
E num instante desse tempo que não passa,
Vejo-te envenenar a luz, tão triunfante de tudo… tão triunfante de nada…
Sim... De nada…
O silêncio magoa-te, intensa dor que te provoca…
Eu calo-me e tu lentamente vais morrendo…
As trevas vão desaparecendo…
Estou quieta, gélida de visão…
E nestes saudosos passos falsos,
Surge a paz encantada,
Tão perfeita, tão esperada
Daquela velha e doce solidão…
"Os sentimentos que mais doem, as emoções que mais pungem, são os que são absurdos - a ânsia de coisas impossíveis, precisamente por serem impossíveis, a saudade do que nunca houve, o desejo do que poderia ter sido, a mágoa de não ser outro, a insatisfação da existência do mundo... O sentirmo-nos é então um campo deserto a escurecer, triste de juncos ao pé de um rio sem barcos, negrejando claramente entre margens afastadas..."
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quinta-feira, 10 de julho de 2008
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1 comentário:
"A inteligencia emocional assim como o autodominio das emoções do próprio pode ajudar a encontrar vias prefenrenciais no acesso às múltiplas formas de sofrimento, abrindo brechas nas suas muralhas e derrubando as paredes de silêncio, que possam permitir levar alguma luz lá , ao lugar recôndido onde cada um de nós guarda os gritos que nos faltam gritar e as lagrimas que nos faltam chorar, mas que guarda também a reserva de humanidade que, um dia, porque nascemos, nos foi legada.”.. Pensei que gostes, desculpa a invasao ao teu blog e espero que venhas a gostar de Goleman tanto como eu. Fica bem.
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